O consumidor cada vez mais cobra sustentabilidade, mas o discurso genérico (“nossa embalagem é reciclável”) já não convence. A sustentabilidade real em produção alimentícia passa por cadeia inteira, começando na escolha de matéria-prima e indo até o descarte no ponto de venda.
Pontos concretos: origem do trigo (rastreabilidade e práticas agrícolas), eficiência energética da produção (fornos elétricos vs. gás vs. biomassa), gestão de resíduos orgânicos (compostagem ou biodigestor), embalagem (material reciclável E reciclado na prática, não só em tese), e logística reversa real para produtos próximos do vencimento.
O mais subestimado é o desperdício alimentar: produtos que vencem no PDV e vão para o lixo. Algumas redes já estabeleceram parcerias com apps de food rescue (aproveitamento com desconto) e bancos de alimentos, que reduzem em 60-80% o desperdício na ponta. É onde ganho ambiental e ganho financeiro andam juntos — a melhor combinação possível.
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